É uma colecção de plantas prensadas e secas, dispostas segundo determinada ordem e disponíveis para referência ou estudo.
Um herbário pode conter algumas centenas de exemplares colhidos num determinado local, ou, geralmente, ser composto de milhões de exemplares, acumulados ao longo de muitos anos e que documentam a flora de um ou mais continentes.
O objectivo geral da gestão de um herbário é a colheita e conservação de exemplares de plantas com as respectivas etiquetas. Destas etiquetas fazem parte elementos referentes ao local e data da colheita, nome do colector e a identificação da espécie em questão (binome latino seguido do nome do classificador).
A formação de herbários iniciou-se no século XVI em Itália, como colecções de plantas secas e cosidas em papel.
Foi Lineu (1707-1778), designado como o “pai da taxonomia” que aparentemente popularizou a pratica corrente de “montar” os exemplares em simples folhas de papel e guardá-las horizontalmente. Este botânico foi quem fez uma das principais obras de referência (Species plantarum, 1753), a partir da qual se passaram a designar as plantas pelo binome latino.
Para que servem?
Servem por exemplo para referenciar e permitir identificar facilmente as plantas. A identificação é feita com base em floras, que são livros que contêm chaves e descrições que permitem distinguir as várias famílias, géneros, espécies, entre outras categorias taxonómicas.
As chaves de identificação são feitas com conjuntos de características morfológicas das plantas. Para observar estes caracteres, por vezes, é necessário recorrer a lupas e/ou microscópios. As plantas têm um nome científico (composto por duas palavras em latim, a 1ª referente ao género e a 2ª à espécie, seguidas do nome do classificador), que é o mesmo em qualquer parte do mundo. As designações vulgares variam regionalmente e podem não corresponder a uma única planta.
Como se “constrói” um herbário?
Bem, primeiramente temos de construir uma prensa para secar o material para conservar no herbário…
Material necessário:
- 2 placas de madeira (dimensões sugeridas – 40x30 cm), com um furo a 2,5 cm de cada um dos quatros cantos
- 4 parafusos compridos e jornais.
OUTRA OPÇÃO...
... Um herbário digital!
Não precisa, necessariamente, tanto esforço para ser construído e actualizado, basta um pouco de tempo para pesquisares na Internet, e gosto pelas plantas e pela natureza…
quarta-feira, 4 de julho de 2007
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2 comentários:
Na mitologia romana o salgueiro era uma árvore consagrada à deusa Juno, e tinha propriedades para deter qualquer hemorragias e evitar o aborto.
Tem sido utilizada, experimentalmente, para recuperar águas poluídas devido à sua capacidade para absorver e transformar poluentes em matéria orgânica.
O salgueiro tem grande importância nos rituais judeus da festa das cabanas (Sukkot). De acordo com a lei bíblica (Lev. 23:40), cada judeu tem que juntar quatro espécies da natureza, amarrá-las juntas e abençoá-las. O salgueiro é uma delas. O salgueiro, de acordo com a lei oral do judaismo, não tem nem cheiro nem gosto e simboliza as pessoas ignorantes e pecadoras do povo de Israel.
Salgueiro é o nome comum das plantas do Género Salix, Família Salicaceae. O nome de Salix parece proceder do celta e quereria dizer: próximo da água. É um género com centenas de espécies distribuídas em climas temperados e frios. Terão aparecido apenas na Era terciária. Inclui plantas de porte muito diverso desde arbustos e pequenas plantas rastejantes, até árvores de porte considerável. Nos parques e jardins é muito comum o salgueiro chorão (Salix x chrysocoma, Dode), árvore de ramos longos e pendentes que é um híbrido do salgueiro branco (Salix alba, L.), muito comum na Europa, com uma espécie oriental (Salix babylonica, L.). Em Portugal, além do salgueiro branco, existem outras espécies de salgueiro nativas como o salgueiro negro (Salix atrocinerea, Brot.). Os salgueiros são das árvores mais características da beira dos rios e dos seus ramos preparam-se os vimes que tanta importância tiveram tradicionalmente na cestaria e na produção de mobiliário artesanal. Já na Bíblia mencionada como uma árvore de beira-rios ( Salmos 137) o salgueiro sempre teve um impacto nas culturas que cresceram em zonas com mata ripícola.
A casca do tronco pode ser usada para produção de aspirina; é aliás do nome latino do salgueiro, Salix, que deriva o nome do ácido acetilsalicílico.
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